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Saber usar o tempo livre é a chave para envelhecer saudável e feliz

Saber usar o tempo livre é a chave para envelhecer saudável e feliz


A médica, que também leciona na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Sorocaba na disciplina de Medicina do Idoso e Saúde Coletiva, explica que com o passar dos anos ocorre o declínio funcional normal da idade, o que se chama de senescência. Com isso, deve-se manter esse envelhecimento saudável não apenas na parte física, mas também mental e social.
 
Dessa forma, caso um idoso não tenha condições, por exemplo, de caminhar ou fazer atividades aeróbicas, deve procurar fazer alguma outra coisa que lhe preencha o tempo livre, lhe dê prazer e o faça se sentir útil. Como exemplo ela cita um paciente com mais de 90 anos de idade que, ao não poder mais se abaixar para cuidar da horta no chão, fez uma horta suspensa para poder cultivá-la mesmo sentado.
 
Maria Beatriz destaca ainda que muitos idosos têm preconceito em usar bengala ou aparelho auditivo, preferindo deixar de fazer muita coisa que poderiam fazer com o auxílio dessas ferramentas. Segundo a médica, a pessoa tem que se adequar e não se deixar levar para o isolamento, inclusive social, evitando o surgimento de outros problemas, como depressão. "Um problema leva ao outro, o que chamamos de cascata patológica."
 
Diante disso, a geriatra estimula a promover a senescência, que é o processo natural de envelhecimento de forma saudável, e evitar a senilidade, que é o processo patológico de envelhecimento. Ela entende e prega que todas as pessoas devem procurar viver bem cada fase da vida, visando, na terceira idade, manter a independência e a autonomia, para poder, respectivamente, ter capacidade de executar o que pensou, e a a capacidade de decisão.
 
E é nesse sentido que ela atenta para a importância dos grupos de terceira idade, das associações em geral, em que o idoso possa também conviver com pessoas de sua idade, falando a mesma linguagem, e mais que tudo, sentindo-se útil.
 
Dificuldades
 
A geriatra sabe, no entanto, que a vida do idoso nem sempre segue de forma natural e saudável, a começar pela sociedade que ainda não está totalmente voltada aos mais de 20 milhões de pessoas dessa faixa etária. Ela especifica que é preciso haver uma sociedade mais atuante nesse sentido: os ônibus são altos, as calçadas são intransitáveis, e faltam grupos de terceira idade e centros de reabilitação, além dos remédios que nem sempre são baratos". Maria Beatriz Montano atenta ainda que -- dentro de 20 anos -- haverá no Brasil uma população de 50 milhões de idosos, e com menos pessoas para dar suporte a eles.
 
Importante é fazer o que gosta




Natural de Pindamonhangaba e há quase quatro anos morando em Sorocaba, a enfermeira aposentada Maria Teresinha de Jesus, de 57 anos, encontrou no crochê o prazer de uma atividade que a mantenha em atividade, conseguindo ainda com que seu passatempo uma ajuda no orçamento familiar.


Moradora no bairro do Éden, Teresinha, como é conhecida, conta que sempre gostou de participar de um projeto semanal da Polícia Militar, realizado naquele bairro por meio da 4ª Companhia de Policiamento, e que consiste em reunir pessoas de terceira idade e promover práticas esportivas, como caminhada e aeróbica.


Entretanto, um problema nos joelhos e a artrose a fizeram se afastar um pouco, passando então a dar mais atenção para a prática do crochê, que ela inclusive sempre gostou e até já representou o sustento da família, na época em que os filhos ainda eram crianças.


Ela conta que como não pode mais participar do projeto com a mesma frequência de antes, aproveita o tempo livre para fazer crochê, descobrindo e ensinando pontos novos para as "crocheteiras" do bairro. "O importante é não ficar parada e nem longe das pessoas", afirma Teresinha.

O CUIDAR IDOSO não se responsabiliza, nem de forma individual, nem de forma solidária, pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es).

Fonte: Jornal Cruzeiro