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Com o Carnaval na alma, idosos devem curtir a folia com moderação

Com o Carnaval na alma, idosos devem curtir a folia com moderação


A alegria do Carnaval não tem limite de idade. A cada ano, é maior o número de foliões que já passaram dos 70, 80, 90 anos. Idosos que esbanjam energia e causam inveja a muitos jovens. Mas especialistas alertam para alguns cuidados especiais que esse público precisa ter para aproveitar a festa sem comprometer a saúde.


A fisioterapeuta Letícia Maldonado Formaggio de Paiva, que há três anos trabalha no Lar Nossa Senhora das Graças, lembra que a população idosa tem crescido nos últimos anos, com mais qualidade de vida, mais ativa e saudável. Ela chama atenção para o aumento do número de blocos de rua na cidade, em horários diurnos. "O Carnaval ocorre no verão, quando temos temperaturas bastante elevadas. E com o fenômeno da folia na rua, os idosos precisam redobrar a atenção", alerta.


A primeira dica é o uso do protetor solar, especialmente nas áreas mais expostas ao sol, como rosto e braços. "Também é importante usar um boné ou chapéu para proteger a cabeça", ressalta Letícia.


Muita água - Outra recomendação importante é a hidratação. Conforme explica a fisioterapeuta, a capacidade do sistema de regulamentação da temperatura corporal do organismo de pessoas idosos é menor. Com isso, o corpo elimina maior quantidade de água. "Eles tomam menos água, urinam mais, muitas vezes por conta de medicamentos diuréticos, perdem mais líquido e não repõem o suficiente. Tudo isso pode gerar a desidratação", ressalta Letícia. A ingestão de bebidas alcoólicas é outra preocupação e precisa ser moderada, pois pode potencializar o processo de desidratação.


As recomendações da fisioterapeuta já fazem parte do ritual carnavalesco da foliã Maria Ignez de Oliveira, a Ignezinha do Pandeiro. Aos 85 anos completados em janeiro, ela é figura garantida nos principais blocos da cidade e afirma que é preciso se cuidar para aguentar a maratona. "Tomo muita água, não bebo nada de álcool e não largo meu pandeiro", conta orgulhosa. Este ano, Ignezinha reduziu o número de blocos que vai participar por causa do forte calor e de um incidente recente. Ela levou um tomba na rua e machucou o rosto.


Roupas leves - Ignezinha não é adepta de fantasias e diz que prefere usar roupas leves e o confortável chinelo de dedo nos pés. "Ela está corretíssima. Recomendamos o uso de roupas confortáveis, nada apertado ou incômodo, que permita o movimento e a transpiração, além de calçado baixo, fechado e com solado antiderrapante, para evitar quedas", enumera a fisioterapeuta.


O aposentado Roberto Rodrigues, de 72 anos `descobriu` que curtia Carnaval há apenas 10 anos, quando ficou viúvo. Desde então, não parou de pular. Mas também toma alguns cuidados com a saúde para aproveitar a festa sem preocupações. Ele conta que já começou a maratona esse ano, nos blocos do último fim de semana. "Agora durante a semana estou de repouso para descansar. A gente sabe que com a idade precisa redobrar os cuidados com a saúde. Não pode abusar muito", pondera.


Rodrigues compartilha outro cuidado para os dias de folia: prefira comidas leves e não consuma bebidas alcoólicas antes do desfile, só água e suco. "Depois, durante o bloco a gente toma um cervejinha gelada, porque ninguém é de ferro", brinca.


O CUIDAR IDOSO não se responsabiliza, nem de forma individual, nem de forma solidária, pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es).

Fonte: Jornal Jundiaí